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Como o Repente foi das fazendas e sítios aos grandes eventos e se tornou uma sensacional ferramenta de arte-comunicação

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O Repente nordestino, também conhecido como Cantoria, é hoje uma das mais eficientes ferramentas motivacionais e de engajamento de plateias em eventos de cunho institucional que já conheci. Esse gênero artístico nasceu no sertão paraibano, no século XIX. Desde então, várias transformações sociopolíticas e tecnológicas possibilitaram ao mesmo se fazer presente nos mais variados tipos de eventos, se aperfeiçoar e, ao mesmo tempo, preservar seus princípios originais.

Já perdi a conta de quantas vezes em aberturas de solenidades vi plateias frias tendo seu espírito coletivo transformado pela energia dos repentes direcionados e, em questão de minutos, essas mesmas plateias sendo entregues calorosamente excitadas aos oradores. Quando a visão dos líderes e organizadores de eventos é somada ao alto nível de preparo dos artistas, temos o “grande momento”.

É crescente o número de líderes institucionais e organizadores de eventos que têm visão estratégica. Muitos deles têm clara percepção da eficácia da abordagem artística, diferenciada e emotiva em um evento. Esse tipo de contato com os participantes do evento atua em diferentes regiões de seus cérebros. Essa ação desencadeada em múltiplas áreas cerebrais ativa neurotransmissores e a produção de hormônios que proporcionam bem-estar, maior concentração, motivação e outros atributos positivos. Desta forma o público se torna mais receptivo e interativo.

Estes organizadores e líderes têm, cada vez mais, buscado arte-comunicadores para o aumento do aproveitamento de seus eventos. Hoje o artista não é contratado apenas para programações voltadas ao entretenimento e relaxamento do público em horários de folga, interação e lazer. Vários artistas do teatro, circo, música e outros gêneros têm se especializado para a atuação em eventos como arte-comunicadores. Da mesma forma, alguns dos melhores repentistas se prepararam para essa nobre função, que de fato requer o domínio de técnicas artísticas e comunicacionais e o conhecimento de princípios da neurolinguística.

O arte-comunicador pode mirar diversos alvos conforme o pedido do cliente. Motivação, engajamento, estímulo à criatividade, pacificação, quebra-gelo, arremate temático, tradução informacional, etc. Esses e outros objetivos podem ser perfeitamente alcançados por bons repentistas. Isto é possível porque atualmente o Repente está bem representado por um razoável número de cantadores profissionais de pensamento ágil, verve intensa e bagagem intelectual ampla.

A inserção de muitos artistas populares no nicho da arte-comunicação vem sendo possível graças ao rompimento de estereótipos e ao espírito inovador do artista, que sempre se reinventa, se aperfeiçoa e se prepara para levar a sua arte aos mais distantes públicos e ser cada vez mais útil ao desenvolvimento de uma sociedade verdadeiramente humana, inteligente e fraterna.

Aproveito e convido você a ler e-cordel A Origem do Repente!

Se você gostou, comente e compartilhe!

Um abraço!

João Santana

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